domingo, 21 de maio de 2017

Hoje estou em paz.

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Sinceramente, não deu pra arrumar a casa hoje. A louça na verdade ainda é a de sexta feira. Parece que sobrou outra garrafa de vinho na geladeira mas o saca-rolhas quebrou. Meu cabelo tá desarrumado, ainda não tirei a maquiagem e nem devolvi os filmes que peguei na locadora semana passada. Confesso que ainda não deu tempo de assistir. É bem verdade que não me adaptei bem aos filmes online, mas o carinha que trabalha lá sabe que eu sou cliente assídua e sempre perdoa meus atrasos. Perdão é o que eu hoje me dou após tantos anos. Sinto que estou em paz comigo mesma. Confesso que não me importo com meu peso, como me preocupava há dez anos atrás. Os finais de semana que eu tanto procurava alguém para sair, hoje são melhores na companhia da minha taça com vinho e ouvindo as músicas que embalaram minha adolescência. A Laura e a Marcela casaram e estão com seus respectivos maridos e filhos. Sortuda eu ou elas? Não deu pra pensar nisso hoje. Sorte é viver bem consigo mesma e além de tudo ter um saca-rolhas reserva - risos. Nosso trio era imbatível, mas ainda estou aqui firme e forte. Nem fiquei pra tia, nem pra cuidar de gatos. Não fiquei na de ninguém. Fiquei na minha mesmo. Minto! Essa semana conheci uma cartomante e como quem não quer nada, perguntei como que fazia pra trazer o Ricardo em 5 dias. Tive crise de risos com ela e depois de ouvir as sugestões, a disse que preferia deixar do jeito que estava. Eu o amava, mas o amo ainda mais sendo feliz e amando na bagunça de outro alguém. A Marcela inclusive disse que ele está prestes a voltar com ela. Confesso que prefiro brindar a felicidade dos dois, mas meu saca rolhas está quebrado, não é mesmo? - risos. Eu talvez também esteja quebrada, mas juro que tô me consertando e dessa vez é pra valer. Nem perdão, nem sorte. Hoje eu só quero ficar no meu canto quieta e se alguém por mim perguntar espero que digam que hoje estou em paz.
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terça-feira, 16 de maio de 2017

Não volta não.

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Faz um tempo que tenho tentado entrar na tua vida, não é de hoje, nem de ontem, mas de sempre. A vida sempre deu um jeito de me afastar desse plano. Confesso que cheguei a pensar que aqui não voltaria e que esse sonho pudesse ser um caso encerrado. No decorrer dos anos eu precisei viajar e morar em algumas cidades diferentes, mas acabei voltando para cá para passar mais tempo com a família, entrar numa faculdade e conhecer você. Nunca soube o que sentira de fato, nem pudera dar nome, mas de tão forte me trouxe até aqui de novo. Uma vez ouvi que a gente só ama o que se conhece e aqui estou para te conhecer e saber se o que sinto é amor. Deixei o carro algumas vezes em casa para ver se esbarrava contigo no ônibus que pegávamos para ir a escola. Fiquei muito feliz ao vê-la e ainda mais feliz com sua surpresa por ter me visto depois de anos. Outras vezes fiz questão de pegar o carro e te deixar na porta de casa na volta do trabalho. Soube que faz um tempo que separou e que está prestes a voltar para o ex. Mesmo sem ter direito a pedir isso, espera um pouco mais, Lorena. Nunca esqueci do teu abraço em 11 de julho de 2007 e carrego um pouco de ti até hoje. Eu sei que chegou a época de pensar no futuro, ter um relacionamento sério, ter um diploma, casar e formar uma família. Espera um pouco mais, por favor. Eu preciso que você confie que o melhor está por vir e por hoje é o que posso te pedir. Talvez soe bem tarde eu chegar aqui agora, mas certamente espero o momento de poder te dizer: Não volta não e fica comigo.
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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Por trás de um grande homem, há uma grande mulher.

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Benício esbarrou comigo na quermesse, na igreja da barra em Salvador. Veio do interior para capital para fazer curso pré-vestibular para entrar no curso de direito. Fugia do padrão de novelas, mas fazia parte do meu. Dançamos um forró que acabou terminando num abraço demorado. Seu olhar buscava uma nova oportunidade em uma cidade grande, que também não fugia de um grande amor. Combinamos que sairíamos algumas vezes. Trocamos telefones e quando cheguei em casa logo trocamos mensagens. Três dias depois fomos atrás de apartamentos e pensionatos. Ele se achava incapaz, mas sempre o coloquei para cima, incentivando-o e com fé de que passaria no vestibular em 2010. Certamente o que havia me chamado atenção era seu ar ingênuo de homem do interior. Eu já havia cansado de homens espertos demais e só pelo fato dele ter aguentado minhas crises existenciais por três meses, me fez dá-lo o título de: O cara. Infelizmente acabou não passando e logo dei força para que desse certo no ano seguinte. Nosso relacionamento foi uma história legal. Sempre que dava estudávamos juntos e íamos a praia. Em 2011 ele havia atingido a nota suficiente e tínhamos certeza de que passaríamos. Sim, juntos. Apesar de tudo, éramos um. Antes de voltar para sua cidade, tivemos uma discussão feia. Mas eu tinha certeza de que a poeira abaixaria e que logo estaríamos bem novamente. Sua nota havia sido tão alta que ele tinha ganhado uma bolsa numa faculdade de direito em São Paulo. Mandou uma mensagem terminando o nosso relacionamento, agradeceu por tudo e que já estava dentro do ônibus a caminho do seu sonho. Eu que estava ao seu lado o tempo todo fiquei em segundo plano ou em último. Confesso que me senti culpada pela nossa briga. Confesso também que fiz tudo que estava ao meu alcance para que déssemos certo. Afinal, era com ele que eu sonhava me casar um dia. Aceitei e descansei. Fico feliz de ter amado-o e apoiado-o. Se tivesse outra oportunidade, faria outra vez.  Sinto que fiz meu papel e estou em paz por isso. Desejo-o sucesso e quem sabe um dia ele reconheça o ditado que dizem por aí: Por trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher. 
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Quando o destino fez acontecer.

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Pedro tem sido meu melhor amigo desde meus treze anos. Acabei conhecendo sua família e me interessado bastante por sua irmã, que era cinco anos mais velha que nós. Helena era inteligente demais e eu não sabia competir com os mais experientes. Na realidade ela nunca me deu bola e sempre fui o amigo-do-irmão-mais-novo. Sempre me sentia insuficiente ao vê-la nas festas beijando caras mais velhos da universidade em que estudava. Mesmo assim, persistia e fazia de tudo para tê-la com a pouca maturidade que possuía. Aos dezoito tudo mudou e acabei abrindo meu coração na virada do ano. Me ouviu atentamente, mas disse que havia ganhado uma bolsa de estudos para a Argentina. Agradeceu pelo meu afeto, mas que ela tinha novas prioridades. O fato de ela ter me tratado com respeito e por não me ver mais como um cara mais novo, me fez amá-la ainda mais. Apesar de triste, não podia pedir ou questionar nada. Foram tempos difíceis, até que entrei na universidade. Lá fiz novas amizades, alguns amores e entrei num projeto latino-americano que seria a chave final da minha conclusão de curso e que me proporcionaria um trabalho fora. Me dediquei ao espanhol e pelo que tudo parecia, me mandariam para o México, mas me inscrevi para Argentina caso o destino fosse a favor do antigo sonho. Confesso que já não sentia tanto por ela. Pedro me passou seu número e logo entrei em contato. Em maio desembarquei em Buenos Aires e lá estava ela para me recepcionar. Confesso que ao vê-la fiquei sem palavras e havia voltado aos dezoito. Seu olhar de impressionada por me ver, me deu crises de riso. Logo me deixou no hotel e despediu-se com um beijo e sussurrando no meu ouvido: Estou solteira. O mundo havia parado naquele momento. Saímos inúmeras vezes juntos, mas nunca tivemos nada demais. Me despedi pois já era hora de voltar para o Brasil para me formar, mas ela havia ficado triste. Um mês depois voltei para a capital argentina e quando finalmente me senti suficiente bati em sua porta, disse que dessa vez não iria embora e a pedi em namoro. Quem hoje me vê feliz, não sabe o quão difícil foi ter guardado em meu coração um sonho tão grande como este. Esse amor do passado realmente tinha que acontecer.
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sexta-feira, 14 de abril de 2017

A mãe dos meus filhos e o fim de um sonho.

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Casei com Ana Laura em 2011, mas havia a conhecido na rodoviária em 2008 e desde então namorávamos. Felizmente ela foi a minha primeira, o que me fez querer-lhe cada vez mais. Tomei a decisão de que faria dela a mãe dos meus filhos e a minha mulher. Decidido, não hesitei e abri mão dos amores do passado e logo propus nosso casamento em cartório para o fim do mês de agosto. Era mês de seu aniversário, assim comemoramos grandes datas juntos. Fizemos os votos e prometi-lhe que faríamos de tudo juntos para dar certo. Afinal, era o que eu sempre havia sonhado. Finalmente casado, eu nadava no tão conhecido mar de rosas. Para minha alegria após quatro meses, soubemos que ela estava grávida de uma menina. Apesar de surpresos, ela chorava de felicidade, ansiedade, enquanto eu sorria. Segurei em suas mãos e olhando em seus olhos garanti que daríamos conta juntos. Marisa nasceu amada como nenhuma outra da família, era a neta primogênita. Com casa e carro já financiados o orçamento da casa não andou tão bem e ela logo teve que trabalhar para também ajudar na renda para que pudéssemos dar conta de tudo. A vida mudou da água para o vinho. As noites eram em claro, eu acabei ganhando peso e ela já não me olhava como antes. Mesmo com um dia de trabalho cheio, quando eu tentava sair da rotina ela me dizia estar cansada demais. Já não mais havia tempo para nós dois e consequentemente não fazíamos mais amor. Eu compreendia e acreditava fielmente que seria apenas uma fase, afinal todos me diziam o quanto casamento era difícil. Ela acabou se tornando recepcionista de um hotel e sempre aparecia com presentes e um sorriso no rosto. Apesar da falta de tempo, entrei na academia e perdi alguns quilos, mas já não mais havia nada há muito tempo. Passamos a brigar constantemente e vi o meu sonho de um casamento duradouro apenas em minhas mãos. Em 11 de setembro de 2016 ela pediu divórcio e saiu no dia seguinte de casa com nossa filha. Esperou poucos meses e logo apareceu com outro alguém. O que eu mais temia em minha vida aconteceu: O fim de um sonho. De minha mulher e meu grande amor, se tornou apenas a mãe da minha filha e o que mais me dói é poder ter um fruto de um grande amor apenas aos finais de semana.
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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Amizade não serve.

Conheci Guilherme no colégio e desde então tem sido meu amigo. Sempre morou na rua de trás e sempre me deu força com a faculdade. Gostava da minha mãe e sempre por ela perguntava. Quando eu falava de qualquer cara,  ele logo tratava de mudar de assunto. Toda quinta as nove e quinze da noite após seu trabalho, ficávamos na calçada conversando. Antes disso eu logo tratava de fazer o café e afinar o violão. Eu acertava as notas e ele as letras. Brincávamos que seríamos dupla sertaneja em todo ano seguinte. Sempre pontual fazia meu fim do dia ser incrível e de quebra trazia uma torta de morango que me salvava nos dias de tpm. Todos diziam que ele me olhava de uma forma diferente, mas nunca quis acreditar. Até que esse dia chegou. Disse que não dava mais para guardar tanto sentimento e que já não sabia se era paixão ou se já havia se tornado amor. Que amava o meu cabelo cor de ouro e o meu sorriso. Surpresa, bati o martelo e disse que só o via como amigo. De fato, não queria que estragássemos a nossa amizade. Na semana seguinte preparei o café e o violão, mas ele não apareceu. Na terceira semana sumiu das redes sociais e não tive mais notícias. Na quarta, as vizinhas diziam-me não tê-lo visto mais. O que era amizade se tornou saudade. Vi aflorar um sentimento dentro do meu peito que eu jamais havia sentido. Borboletas passaram a habitar no meu estômago e eu logo queria ter seu abraço outra vez e sentir suas mãos firmes ao tentar aprender a tocar violão. Me vi apaixonada e dentro de um clichê de novela. Dia 16 de março numa quinta feira estava pronta para sair com as amigas para o barzinho no centro da cidade. Algo me segurou ali e eu só queria tê-lo ao meu lado. Pedi para as meninas irem até sua rua e o aguardei na porta de sua casa. Surpresa fiquei ao vê-lo com um novo corte de cabelo, assim como ele por ter-me visto. Abri meu coração e disse que já estava apaixonada. Guilherme logo sorriu e me roubou um beijo. Minhas mãos não mais estavam ocupadas pelo violão, mas sim com seu corpo. Não nos tornamos dupla sertaneja, mas nos tornamos a dupla mais apaixonada do bairro. Realmente, só amizade não servia.
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quarta-feira, 5 de abril de 2017

VOCÊ SÓ NÃO FICA.


Você só não tem vontade de ficar porque eu nunca soube mentir, Júlia. Talvez a verdade não te faça arrancar suspiros como as mentiras que ouvias antes de mim, mas ela é a coisa mais preciosa que carrego por aqui. Já estive onde se encontras. Já quis viver omissões que tirariam meu fôlego. Já troquei momentos meus por uma inverdade que aliviou a carência na semana de um término. Já estive com estranhas que dormiram ao meu lado com um nome falso e foram embora antes do sol nascer. Mas sinceramente, essa vida não deu para mim. Já conversei com lindas mulheres, mas as desprezei quando soube que as promessas que estavam me sendo dadas eram recebidas em mais três celulares no mesmo dia. Para não ter que fazer o mesmo ou ser quem tanto almejam ter, resolvi desapegar da falsidade, abraçar a verdade e ser eu. Não me adequei ao novo mundo. O que vês não tem máscara alguma. É realidade, é infinito, é decifrável e também imprevisível. Pense bem antes de ir. Você pode ficar e ver se se encontra nessa vida desajeitada, sem pretensões e repleta de sonhos. Só não espere que eu marque a sua vida deixando experiências negativas, como os outros idiotas que você se permitiu conhecer e se apaixonar.
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Persistia demais para darmos certo.

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Eu persistia demais para darmos certo. Concluí que os opostos nunca se atraíram. Enquanto eu amava praia, ela fazia planos para ir à fazenda. Discordávamos de tudo e eu sempre tinha que aceitar seus gostos e caprichos visando não discutir ainda mais. Nas fotos estávamos sempre sorrindo e muitos me perguntavam quando íamos assumir o namoro e qual era o nosso segredo. Eu sorria e dizia que era amor, mas dentro de mim não havia vínculo com a verdade nas minhas palavras. Ela odiava dançar, enquanto eu não perdia uma apresentação de dança de salão. Quando conversávamos ela era básica demais e deixava nossa conversa morrer. Até parecia que não existia nada entre a gente. Logo procurava um filme para assistir e me dizia um até breve. Eu juro que me esforçava, mas já havia acabado há muito tempo. Quando nos víamos era uma conexão incrível, mas não passava disso. Eu me confundia e logo não sabia se ia embora ou se ficava. Enquanto eu pensava, sua fila já havia andado. Três meses depois começou um relacionamento com um cara que morava ao lado da fazenda do seu avô. Assumiram o namoro, postaram fotos e logo muitos vieram me perguntar o motivo do nosso fim. Novamente eu sorri e já com paz no coração tinha uma resposta real: Falta de amor e certamente incompatibilidade. A partir daquele momento eu havia tirado um peso das minhas costas e prometi de nunca mais me esforçar por ninguém em vão.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Esse alguém não será eu.

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Sempre dei os melhores conselhos para as minhas amigas, mas nunca soube o que fazer com a minha vida. Esse cliché é bem real e habita aqui dentro. Desde o meu segundo relacionamento nada mais deu certo. Confesso que perdi a fé no amor, nas fotos reveladas, no jantar surpresa na volta do trabalho e em tudo que me diziam. Os filmes me ensinaram a amar detalhes e a suspirar ao ver declarações, mas essa perspectiva nunca se encaixou bem com minha realidade. Para que entendas melhor, nunca consegui apelidar meus parceiros com nomes carinhosos, nem tampouco chamá-los de amor. Quando diziam que me amavam eu os abraçava forte e os dava um beijo, mas não replicava suas frases sentimentais. Eu também não conseguia mais os iludir prometendo noivado, casamento e uma família feliz. Eu já não mais bebia para esquecer a dor. Minhas músicas favoritas ainda eram de 2004 e eu não consegui gostar de outras. Se alguém tentasse me iludir, eu sorria, elogiava pela tentativa e caía fora. É que eu ja conhecia todas as formas, sabe? E você é diferente de todos eles. Me liga, se importa, quer uma casa, família e ser feliz, mas agora minhas prioridades são outras. Não posso mesmo te abraçar e fazer o que fazia com eles. Você merece alguém que supra suas expectativas e que lhe coloque pro alto. Que tire seus pés do chão e que lhe mate de amor. Alguém que ainda se emocione vendo filmes e que queira viver um. Agradeço por persistir, mas confesso que esse alguém que esperas não será eu. No momento eu quero escrever a minha própria história.
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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Tive coragem quando bebi.

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A todo momento eu me acovardei de ir atrás dela. Eu tinha saudade de nossos momentos e de como eu a fazia sorrir na frente dos desconhecidos com atitudes loucas. Ainda era quinta-feira mas eu resolvi me embriagar. Meu eu sóbrio não conseguiria chegar ao seu coração de tanto medo no próprio peito. Medo do futuro, medo dela me jogar fora outra vez e eu me arrepender de ter ido a lugar nenhum. Medo de não ser correspondido e ser categorizado através de suas palavras apenas como passatempo. Eu não estava muito preocupado se namoraríamos, se casaríamos ou o que quer que fosse. Pela primeira vez o presente havia me encantado e eu não queria mais saber do futuro. O tempo passou lá fora e ela sempre sorria quando me via. Beijei outras que nunca souberam o que fazer comigo, que não entendia meus espaços e silêncios. Eu não a amava, mas gostava. Gostava muito da sua voz, dos seus lábios, do seu rosto sem maquiagem e de suas unhas rasgando o meu corpo. Gostava do modo como seu sorriso se escancarava e de como ela era sincera. Havíamos acabado sem mais nem menos, mas aceitei. Aceitei e compreendi que poderia ser só aquilo, mas com passar dos meses meu coração se inquietou. Bebi bastante e resolvi ligar pra ela. Não lembro de todas as palavras, mas lembro bem de dizer tudo que estava preso há tempos. Terminei a ligação com um eu te amo e cerca de meia hora depois ela disse ter me buscado e ter me trazido para sua casa. Não sei como cheguei aqui, nem tampouco o que irá acontecer depois. Só sei que agora estamos juntos novamente e é tudo isso que importa agora.
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