01/06/2025

Carta para Damian


Caro Damian,

Menos de duas horas foram suficientes para que uma grande parte de ti ficasse comigo antes de partires. Teu afeto e teu esforço me tocaram. Nossos idiomas se cruzam de um jeito que me faz rir das diferenças, mas pouco importa: sei que você me decifrou em minutos. Quem fica, sempre sente falta.

Sinto falta das tuas mãos, do jeito único e carinhoso que tocaram meu corpo e meu rosto, e do desejo de te ver de novo. Sinto falta da mão desastrada que ainda me deve um batido de chocolate e um encontro que espero em breve. Sinto falta do conforto dessas poucas horas em que me senti em casa, quase falando a minha língua e sendo compreendido.

Estar encantado por você é querer replay, mas sem pressa, devagar. Lembrar de ti é acender um fogo que me consome nos sonhos e no dia a dia, como sede no primeiro dia de verão. Será que te teria conhecido na universidade em Rosário, em 2019, ou isso só deveria acontecer agora? E, se foi agora, por quê? Só teus olhos poderiam responder.

Essa distância me corrói. O que me avassala é não saber onde me perdi, talvez na mesma coisa de sempre: dosar o que sinto. Damian, não posso me desculpar por ser honesto com meu coração e contigo. Não consigo conter o que sinto por você.

Com essa distância, finjo estar bem, desconectado de ti, sem saber quando poderei te abraçar forte de novo. Hoje, esta carta é de saudade. E das possibilidades que meu coração deseja descobrir: em você, sobre você, com você.

Hoje é sobre saudade.

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